quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Eu deixo tudo ao seu critério, ser insitente já não me convém

Com tanta gente por aí, oferecendo braços, mãos, bocas, beijos, surruços e abraços, e eu ainda insistindo em você... Por quê? Pra que?  Qualquer dia eu canso e  deixo meu coração por aí, vou abraçar outros corpos, experimentar outros gostos, te deixar no tempo!


Não é o que eu quero, mas as vezes penso que é o que eu preciso. Tantos pelos quais sonhei, estendendo  as mãos agora pra me levar pra longe de você.  Se tornaram só rostos pra mim, imagens esfumaçadas pro meu coração, e só você vivendo interinho e nitidamente dele... Mas não ache impossível essa fumaça me entorpecer e me deixar meio louca pra viver por aí!


Não consigo viver pela metade! Não me contento com metade de você, metade do seu coração, aquela do desejo por corpos juntos e risadinhas, e fim... Quero teu corpo e tua alma em mim, se não for assim que não tenha nada então!
Vou viver de vento!

Eu tento de mansinho, e só você não vê. É por que é cego? Ou é por que realmente não quer ver?
Queria que tivesse o mesmo efeito que antes, que suas palavras me fizessem estremecer, que ao menos eu soubesse quem é você!

Parece tão superficial, é pele com pele então e nada mais, se for pra isso deixa eu pegar meu rumo, torto? Pode ser, mas meu coração não vai sofrer quando acordar e ir embora daquela cama pra não mais voltar!

Dá brecha pra eu entrar  no seu coração? Não precisa dizer idiotices românticas, deixa mostrar que isso dá pra sentir, quando a gente dormir de conchinha, ou apenas nos olharmos.
Abre a porta vai? Não consigo chamar mais aqui de fora, a voz está rouca já... Mas se não quiser, se não puder, avisa? Coloca essa placa de ‘vendido’ logo, que eu vou embora de vez!

Têm portas abertas por aí que me permitem entrar, fumaças prontas para me carregar! É que eu acho que estou ficando cansada de esperar...

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