domingo, 12 de junho de 2011

Meu, meu, meu!

E uma nota antes de começar: Você é meu ok? Eu decidi isso e não tem como mudar.

É um ponto de partida meio estranho, mas dizer que alguém é meu sem ao menos esse alguém saber, é pra enganar a cabeça, pra que ela aceite esses desvaneios que o coração nos faz ter.

Que fique claro que dizer ‘você é meu’, não é da boca pra fora, requer pensar e repensar, se desarmar para sentir sem culpas esses sonhos loucos, engraçados e até mesmo pecaminosos com outra pessoa, mesmo que ela não saiba, mesmo que você não diga diretamente (mas sabe está nas entre linhas, é só olhar melhor).

Essa possessividade, provém de um amor reprimido, um amor mal resolvido, um amorzinho, ou simplesmente um amor! Aquele frio na barriga que vem sei lá de onde, e fica toda vez que se lembra daquela pessoa.

Ter ciúmes doentios de outras pessoas que se aproximem? Vale. Imaginar ser apresentada para a família dele? Vale. Os amassos escondidos? Mas ô se vale! Consultar os astros? Sim, sim, sim! Casamento?Hum, pode vai. Banho de chuva, beijos desentupidores de pia, arrepios, sussuros, suspiros e mordidas? Sem dúvidas! Fantasias, carinho, cafuné? Yes.

Agora, isso acontece quando internamente eu digo ‘você é meu’, mas isso é bem melhor na realidade, e se esse ‘você’ quiser  ter tudo isso também, é só dizer ‘você é minha’.

terça-feira, 10 de maio de 2011

E é uma falta que está sempre presente.

Já se passou quase 1 ano, e ainda me pergunto como foi tão rápido assim... A vida começa a se pintar de novas cores, outros ares, novas histórias, mas ainda sinto tua falta aqui.

Queria contar como andam as coisas, o que de novo eu aprendi e ver você me escutando com ar de desinteressado, mas que depois saía dizendo por aí como sua menina estava, tentando esconder seu orgulho de mim...

Você não foi o homem perfeito na minha vida, você teve tantos defeitos, tantos motivos para eu te odiar...  E eu te odiei! E disso que sinto mais raiva de mim, neguei  ‘eu te amo’ enquanto havia tempo, e hoje vejo que te amo! E solto isso ao vento esperando que você possa entender, assim como eu entendi que você não precisava me dar motivos aparentes para eu te amar.

Você foi o ‘cara’ que quis me mostrar a vida, mesmo sabendo que seu caminho era torto, viveu comigo, sempre ao meu lado, um pouco atrás para ir me empurrando para o lado certo... Você me amava, esse era o segredo, essa era tua forma de demonstrar... E só hoje eu percebi!

Sei que a vida continua sem você, mas sua falta é algo que sempre vai estar presente! Me faço forte como você me ensinou, sigo meus dias... Mas não me culpe se as vezes faço aquela boca quadrada, como você dizia, e choro por tudo que não poderei mais viver com você...

E só mais uma coisa...Pai... Te amo!

sexta-feira, 4 de março de 2011

Só para não dizer que eu esqueci....

Não irei dizer que não te amei... não minto, apenas quem sabe omito! Não sinto vergonha pelo que fiz, pensei em fazer e pelo que queria que você tivesse feito...

E mais uma vez, como tem ocorrido nesses últimos tempos, citarei Gabito, que como nenhum outro conseguiu me entender e me ‘escrever ‘ - bem que você poderia ter um quê dele né? teria sido tudo tão mais fácil.... mas por outro lado, acho que não teria sido amor! - "Soltei o corpo e chorei um choro daqueles que ninguém jamais fica sabendo que existiu.". 
Soltei o choro, por saber que de você não sentiria mais falta, por saber que chegou ao fim, e não pelo fato dos contratempos e sim pelo fato de que não apenas um (você), mas dois agora (você e EU) não querer mais... 

Soltei junto com o choro os meus pensamentos, os restos de sentimentos por você (ainda te tenho um  grande apreço, mas hoje sei que é só amizade)... tudo foi ao vento... e vez e outra uma brisa, em alguma esquina, ainda me trás seu gosto, e seu cheiro, mas viro outra esquina e ela já se dissipou...

Mas por vezes, ainda me pego pensando ‘por que não deu certo?’. Tento criar teorias, mas não fazem sentido....Sinto falta de um retrato que nunca tivémos, de palavras que não foram ditas, para marcarem a intensidade de coisas só nossas, que se transformaram em pequenos flashes que se apagam aos poucos... O fato é que, de fato, eu aprendi a viver!

As pessoas definitivamente são diferentes, consequentemente almejam outros vôos, outros sonhos e outras pessoas...

Não espero mais por pessoas que preencham meus sonhos, que nela tente ver o futuro... Na verdade não espero nada! Acho bem melhor  ser surpreendida! Aquelas que surgem e até mesmo desaparecem num piscar de olhos, ou aquelas que vêm do nada e te cativam a cada dia por coisas mínimas... Espero beijos, abraços e carinhos, pelo simples fato de serem dados com a espera de uma retribuição de afeto, não pela promessa de uma vida inteira ao seu lado!

Não quero alguém que mude minha vida num piscar de olhos e que quando se vai  não encontro mais quem eu era. O que eu quero de alguém é que mudemos juntos, que caminhemos juntos e que amadureçamos juntos!

E  nessas novas rotas, quem sabe um dia ainda nos cruzamos por aí...

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Das cartas que não vão pelos correios... #2

Faz tempo que sinto uma extrema necessidade de te escrever, mas nada saía da minha mente... Estava um nó  o caminho entre o cerébro e o coração, estava meio interditado, passavam poucas coisas... Mas enfim a estrada se abriu e agora consegui chegar aqui! Vim para dizer que estou partindo “xuxu eu vou me mandar...talvez volte algum dia!”.

Desta vez não é distância física, não estou indo para quilômetros  longe de você mais uma vez. Bem pelo contrário, estamos tão perto nesse sentido... mas é que não tem mais nexo... Colar em você, querer te ver e essas coisinhas banais que me fizeram esquecer meu orgulho nesses ultimos tempos e deixar que meus desejos saissem do pensamento e quisessem se materializar em você.

Fiquei com  medo de ser eu mesma, queria tanto te agradar que esqueci de mim, fui me moldando, querendo ser algo para você, mas aos poucos eu percebi que é bem como escreveu o Gabito em uma de suas crônicas, que tanto me fizeram refletir esses tempos: "Ela apegou-se não porque você merece ou deu algum motivo, mas para preencher a alma vazia com alguma saudade quando mais uma vez alguém a deixar." Acho que eu gostei sim de você, mas bem mais que isso... Eu tenho certeza, EU QUIS GOSTAR DE VOCÊ.

Parecia tão perfeito para mim... mas enfim a vida se mostrou, estou vivendo, sentindo outros gostos e sabe, seu abraço foi o melhor que já recebi... mas hoje me aconchego por aí, e consigo me esquecer de ti.
Vai vivendo seu mundinho, tão perfeito para você e sua nova menina, prometo que paro de ser um cometa querendo colidir contra sua órbita natural de ter um novo amor por semana...

Um dia eu volto pra te contar se te amei de verdade tá? Ainda não sei bem o que foi isso...seus abraços, babaquices, beijinhos e carinhos... É, vou deixar guardado para ver se descubro o que aconteceu...

Mas por enquanto te deixo meu adeus para esse, hoje definido por mim como “quase amor”, e guarde um beijinho e uma mordidinha para aquelas noites em que quem sabe você se lembre de mim.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Coleção.

Se um dia nada mais te tocar,
jogue fora seus livros e o que mais encontrar
Escondido no armário,
embaixo dos seus moletons,
entre frases musicadas,
solfejos e semitons.
Coleciono uma porção de olhares
e alguns toques em minhas mãos
O silêncio na hora certa
e alguns remédios para a solidão.
Eu já nem lembro bem do som da sua voz.
Faz tanto tempo que eu nem sei mais se eu quero lembrar.
Já não ouço os mesmos discos
e há canções que eu não ouso...
Na estante eu coloquei mais livros
e alguns quadros mudei de lugar...
Não que não faça mais sentido,
só resolvi deixar pra lá
Algumas cartas, amigos perdidos
e alguns olhares que não vão voltar.
Não que não faça mais sentido,
só resolvi deixar pra lá
Alguns abraços, corações partídos
e alguns costumes que não vou guardar.
Eu já nem lembro bem do som da sua voz.
Faz tanto tempo que eu nem sei mais se eu quero lembrar.
Já não ouço os mesmos discos
e há canções que eu não ouso...
Eu já nem lembro bem do som da sua voz.
Faz tanto tempo que eu nem sei mais se eu quero lembrar.
Já não ouço os mesmos discos
e há canções que eu não ouso... Que eu não ouso cantar.
Se um dia nada mais te tocar...
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Coleção - Doyoulike
***

sábado, 29 de janeiro de 2011

Despedida

Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente,
seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro,
com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva,
já que ainda estamos tão embrulhados na dor
que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços,
a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida:
a dor de abandonar o amor que sentíamos.
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre,
sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou.
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.
É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir,
lembrança de uma época bonita que foi vivida…
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual
a gente se apega. Faz parte de nós.
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis,
mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo,
que de certa maneira entranhou-se na gente,
e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível.
Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’
propriamente dita. É uma dor que nos confunde.
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos
deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por
ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos,
que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É o arremate de uma história que terminou,
externamente, sem nossa concordância,
mas que precisa também sair de dentro da gente…
E só então a gente poderá amar, de novo.



Martha Medeiros

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Como o vento

Hoje acordei pensativa, um tanto sentimental, querendo ter super poderes tipo prever o futuro, sempre achei isso demais assim nunca seria pega desprevenida. Sou assim calculista.
O sufoco dessa imprecisão sobre o que eu sentia, me fez correr para o único lugar que eu realmente conseguia pensar algo concreto que não saísse da minha realidade e foi pra lá que eu corri, fiquei horas sentada na mesma pedra, onde as ondas simultaneamente batem e me fazem sentir aquela brisa fresquinha que me acalma. Eu pensar devagar é praticamente raro, parece que tenho o vicio de pensar milhões de coisas ao mesmo tempo e estar preparada no mesmo instante.
Só uma coisa conseguiu se esquivar dos meus pensamentos certeiros tem nome e endereço, forma, perfume, gosto, me faz sentir uma grande saudade e AM... AM...

Sentindo o mar saborear a areia fui andando, é uma praia deserta, no meio de uma cidade que não para na temporada, cenário ideal para refletir e andar livremente podendo cantarolar baixinho e chamar nomes ao vento sem ser tachada de louca.
Parecia uma previsão me passar pela cabeça que muitas pessoas tão queridas na minha vida que até ontem compartilhavam da mesma solidão que eu por vezes sentia, hoje andando na rua sozinha ou com uma amiga (o) em comum conheceria alguém que ocupasse sua mente e coração, eu fico feliz em ver que nem todos compartilham até então do mesmo presente que tenho vivido. Encontrar uma pessoa que mexa com você de verdade, que te vire a cabeça é bem difícil hoje em dia, quando encontramos alguém assim, sem vergonha nem constrangimento agarre com todas as suas forças e viva!
Tenho sido feliz e muito graças a Deus, as pessoas que entram na minha vida são selecionadas por algo maior, algo que não se vê de uma forma ou de outra me trazem grande aprendizado, até as que não foram tão felizes assim trilhando o mesmo caminho que eu, independente disso agradeço a todas, sem rancor algum. Apesar da felicidade, a solidão ainda é minha melhor amiga, por opção ou estratégia não sei dizer, mas é real e da pra degustar.
Essa foi à opção que não me trás dor, apenas certa melancolia, porem deixa viva a expectativa que um dia vou reencontrar a pessoa que me da de presente um sorriso para onde sempre quero voltar. É como o vento que não tem parada que tenho vivido de forma intensa, trago tempestades, alivio o calor, posso também dar o ultimo toque a uma paisagem bonita de primavera, e continuo assim... sem ter chegada.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Deixa pra lá...

Deixa pra lá tudo aquilo que eu pensei que pudesse acontecer entre nós além de beijos e carícias; aquela minha preocupação mesmo que contida de saber como você estava mesmo distante...

É,  vou deixando de lado todo aquele meu desespero e angustia de imaginar com quem você estaria passando seus dias sem ser comigo... Fui perdendo aquele gostinho de sonhar com você , de imaginar como seria te ver de novo, de abrir aquele sorriso de fazer contrair todos os músculos do rosto por qualquer movimento seu em minha direção.

Não se esquece de alguém assim tão rápido, aliás, não se esquece nunca o que se sentiu, ainda mais quando o sentimento é daqueles que você não sabe explicar, nem mesmo o tempo e as decepções fazem com que você consiga deslocar esse alguém do seu foco principal, ele continuará lá, eu sei, mas você aprende a olhar para os lados, e ir para os lados.

Fui perdendo o meu medo de quebrar a cara, acho que devo até mesmo agradecer você por isso...  Sinto um certo medo de sair da sua vida, mas pensando bem acho que nunca entrei, e tudo que  você fez - é eu sei o que aconteceu, não precisa me dizer nada, não precisa continuar fingindo que eu fui algo que na realidade nunca fui pra você – garanto, não me faz chorar, mas me faz pensar em como fui idiota por me apaixonar por você, não faz sentido isso... mas como dizem, todo mundo gosta de alguém, mesmo que lá no fundinho, mas gosta.

É, eu gosto de você, mas vou deixar bem no fundinho tudo isso que eu sinto, vou deixar pra lá essa mania de querer você, de querer te fazer sorrir e esquecer de mim. Eu poderia aceitar o fato de simplesmente nos darmos bem intimamente, faria bem para meu corpo eu sei, há dias em que realmente queria acordar com alguém ao meu lado, mas melhor não ser você.

Posso encontrar alguém que beije tão bem quanto você, que me faça suspirar ao chegar perto, e que eu possa abraçar forte, e que quando for embora não ficarei com o coração despedaçado, pois eu sei que seria só isso mesmo, nada além, nada igual a você, que me deixaria aflita por querer te ter de volta no segundo seguinte em que se afastasse de mim.

Deixa pra lá o mundinho que eu sonhei  para nós dois, vivamos o mundo real, e ele é grande demais, tem gente demais, e estou saindo pra conhecer tudo isso. Aprendi com você! Você também está fazendo isso,  eu sei...  só me atormenta o fato de eu ter sido só mais uma pessoa nessa sua caminhada por aí, só mais um gosto diferente nessa sua degustação da vida. Mas... Deixa pra lá!

O problema é essa tal de esperança que eu tento matar, mas que insiste em sobreviver á todo esse veneno que se transformou cada atitude minha e sua...

Mas enfim, deixa pra lá, esse amor que ainda insisto em sentir, deixa... eu dou um jeito de traçar os caminhos errados, eu sei fazer isso, você vai ver.

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(Trilha sonora do texto:  O impossível - Delittus / Atrás do que quis - Etna)

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domingo, 2 de janeiro de 2011

Sumi...


''Sumi porque só faço besteira em sua presença, fico mudo quando deveria verbalizar, digo um absurdo atrás do outro quando melhor seria silenciar, faço brincadeiras de mau gosto e sofro antes, durante e depois de te encontrar. Sumi porque não há futuro e isso não é o mais difícil de lidar, pior é não ter presente e o passado ser mais fluido que o ar. Sumi porque não há o que se possa resgatar, meu sumiço é covarde mas atento, meio fajuto meio autêntico, sumi porque sumir é um jogo de paciência, ausentar-se é risco e sapiência, pareço desinteressado, mas sumi para estar para sempre do seu lado, a saudade fará mais por nós dois que nosso amor e sua desajeitada e irrefletida permanência.''

(Martha Medeiros)