quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Das cartas que não vão pelos correios... #1

Oi, tudo bem? Não sei se onde você está tem calendário, mas já é final de ano sabia? Não teve ceia de Natal aqui em casa, a mãe não sabe cozinhar tão bem, e sem falar que você fez falta, não só pelas super receitas, fez falta pela chatice de perfeição na hora de enfeitar a árvore, a mesa... Ainda faz aquele calor horrível  e chove pra caralho nos finais de tarde aqui, ops! Desculpa eu sei que você não gosta que eu xingue, estou tentando parar  - assim como você tentou parar com os cigarros né?
Eu estou em casa, e nem é por causa das férias, desculpa mais uma vez, é que eu larguei a faculdade, bem que você dizia para eu fazer aquilo que gostasse, sem pensar em dinheiro, porque ele era consequencia do que se faz com prazer. Acho que vou fazer arquitetura, ou tentar desenho industrial sabe, é bem nossa cara não é? É que a mãe diz que eu estou tão parecida com você, que eu fico procurando coisas que serveriam pra você também.
O seu cinto da Harley Davidson e a jaqueta de couro eu peguei de herança, tudo bem né?
Ah eu tenho duas canecas super legais para tomar café, eu te emprestaria uma se você estivesse aqui,  e até aprendi a fazer! Apesar de que ainda lembro do seu,  logo cedinho, quando eu acordava para ir ao colégio e você já estava na cozinha fazendo nossa sagrada bebida.
Não vai ficar bravo né? Mas é que eu estraguei  o seu violão, e nem aprendi a tocar como você sempre quis. Mas se te faz feliz, eu pego sua coletânea dos Beatles e escuto um pouco, mas que fique claro que minha banda preferida ainda é Darvin ok?
Acho que você não vai gostar, mas eu cortei o cabelo e coloquei um piercing no nariz, mas eu tirei os alargadores também, ainda me visto meio estranha, o vô tira sarro por você quando eu vou na casa dele. O Palmeiras não ganhou nada esse ano - eu acho -, não assisto mais as corridas de Fórmula 1 aos domingos, mas aindo assito Todo mundo odeia o Chris como faziamos juntos ao finais de tarde.
Sabia que eu me viro bem andando de ônibus em São Paulo? Grande vitória esse ano!
Não bebo e não fumo, assim como você sempre quis que fosse!
Ô paiêee, você ainda ‘tá moreno da cor do pecado’? Eu brinco que meu pai é morenão ainda!
Ah e eu sinto sua falta tá? Não sei porque, brigávamos tanto né? Mas acho que erámos muito parecidos, deve  ter sido isso, essa coisa de pólos iguais que se repelem!
Mas só uma coisa, eu sei que você me visita de vez em quando, te vi na véspera de Natal perto da porta, andando em silêncio, por que não veio falar comigo? Me chamar de ‘ginguelona’- ainda não descobri o que é isso!
De tempos em tempos eu penso em te escrever, mas não sei para onde enviar, eu crio cartas na mente, e deixo que se tranformem em lágrimas e se desprendam de mim, e que no ar elas voam para encontrar você.

Beijos Pai!
Te amo amo amo tá bom?! Tá bom! 

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Pessoas descartáveis

Tenho ficado exausta de ver pessoas cada vez mais dispensáveis nesse caminho que tenho trilhado.
Pessoas que não se dão o valor, não dão valor ao semelhante, pessoas que usam a outra e se fazem de vitimas após o feito como se fossem extraordinários exemplos a serem seguidos.
Isso tudo me faz pensar que rumo é esse que estão seguindo por ai, ninguém pensa mais em se conhecer por dentro e explorar o que há de melhor, fazer o certo agora é ser taxado de otário, se você for bonzinho qualquer um te faz de bobo, se você é gentil, honesto e principalmente cavalheiro, você é um grande ridículo!
Acho que nem existem mais pessoas que valorizem um namoro correto, que acreditem em casamento, pessoas humanas... Estou sendo radical? Admiro os pingüins por isso, quando acham sua parceira é realmente até que a morte os separe.
Digo isso porque eu vi de perto um pedido de namoro bem original, sem ter um ambiente romântico ou flores, na livraria onde não estava comprando livros estava apenas paisana tomando um cappuccino, a menina se sujeita a dizer – “não sei, estamos assim há muito tempo, agente se gosta porque agente não namora, sei lá”, o cara enrolou um tempão pra dizer –” não, namoro não, é serio demais vamos curtir não to a fim de me prender a ninguém.”
Eu que estava assistindo é que fiquei sem graça, namoro agora é game over mesmo, o negocio é você usar a pessoa, ficar com ela meses, gastar o valioso tempo e também seus sentimentos e quando você estiver satisfeito e enjoado, jogue fora, pessoas são descartáveis depois vem alguém, recicla e usa de novo. É ENCANTADOR!
Eu falo para todos os “fanfarrões” como diria o meu irmão, para amassarem uma folha de papel, amasse bastante e depois tente deixá-la lisa de novo, ela não vai ficar como antes, e não é diferente com as pessoas, seja quem for tudo o que você faz deixa marcas, algumas marcas boas, outras verdadeiras cicatrizes que fecham, mas que uma vez ou outra doem bastante. Pessoas não são recicláveis, ser cordial e fazer o bem, isso não é ser idiota, leva a vida mais a serio, pelo menos um pouquinho e faça sua parte eu e muitas pessoas por ai, agradecemos.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

E ainda continuo aqui.

Mais um ano indo embora e ainda me jogo do mesmo jeito na cama com a velha camisa que caberia duas de mim dentro, com luzes apagadas, a televisão ligada – no mudo, pois só quero a presença, mesmo que fictícia, de alguém no meu quarto –  escutando a mesma música umas mil vezes quando me identifico... Aliás, ainda fico procurando por aí coisas nas quais eu me enxergue, músicas, poemas, crônicas... É que apesar de tudo que aconteceu nesses últimos tempos ainda não sei me definir muito bem. Por isso ainda fico por aqui, largada, quietinha o dia inteiro, remoendo pensamentos, abrindo e fechando gavetas e portas, lendo meus velhos diários e tomando um bom café. Pensei em começar a beber sabe, está tudo tão confuso que queria ficar um pouco fora de mim. Abro e fecho a geladeira, pego uma garrafa na mão, ensaio, e volto pro meu quarto. É, ando com mania de largar as coisas pela metade... acho que ando meio egoísta também, não compartilho, gosto do que é meu, só meu e ponto! Ah, e peguei uma mania chata de ser mais birrenta mais do que antes,  faço coisas por impulso, faço só o que quero também! Lembro  daquele dia que eu decidi largar tudo, andei pela cidade inteira escutando minha banda preferida , aquela multidão passava, o vento batia, e eu nem sei bem no que pensava, eram flashes, lembrei dele, queria ficar por ele, e só por ele, mas alguém me disse que não existia nós, eu nem questionei... Bem outra coisa desses tempos, parei de buscar tantas explicações! É  que parece que as coisas andam meio sem sentido, vou deixando pra lá... Vou trazendo lembranças pro meu quarto! E aqui fico vendo tudo passar pelos meus olhos e pelo meu coração... As vezes durmo, choro, fico com meu olhar perdido, sento na frente do espelho me olho... Eu mudei um pouco vai, o corte de cabelo está diferente, até que ganhei um pouco de experiência... Mas me sinto estranha como antes... mais um ano passando e eu aqui, tentando me encontrar!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Remar. Re-amar. Amar.

"Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou.
Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também!
Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar.
Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir.
Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto.
Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças!
Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena. Remar. Re-amar. Amar."


(Caio F.)

sábado, 18 de dezembro de 2010

Tentar ser feliz é tudo que ela quer

Volta pra casa
Sozinha dessa vez
A chuva lava sua alma
Na madrugada
Cartas rasgadas
O sonho se desfez
Não vai mais se sentir culpada
Outra vez
Cansada de ver o tempo passar
A vida seguir sem brilho no olhar
Então decidiu se fortalecer
Melhor desistir de algo que não vai mudar
Pra viver sua vida (Pra viver sua vida)
Atrás do que quis
Tentar ser feliz
É tudo que ela quer
Luz apagada
Estranha nitidez
Na sua frente uma estrada
Pra seguir
Suas escolhas
Ajudam a crescer
Agora já se encontra pronta
Pra sorrir!
Cansada de ver o tempo passar
A vida seguir sem brilho no olhar
Então decidiu se fortalecer
Melhor desistir de algo que não vai mudar
Pra viver sua vida (Pra viver sua vida)
Atrás do que quis
Tentar ser feliz
É tudo que ela quer
Pra viver sua vida (Pra viver sua vida)
Atrás do que quis
Tentar ser feliz
É tudo que ela quer
Ela quer


Atrás do que quis - Etna

domingo, 5 de dezembro de 2010

Meu, meu, meu!

E uma nota antes de começar: Você é meu ok? Eu decidi isso e não tem como mudar.

É um ponto de partida meio estranho, mas dizer que alguém é meu sem ao menos esse alguém saber, é pra enganar a cabeça, pra que ela aceite esses desvaneios que o coração nos faz ter.

Que fique claro que dizer ‘você é meu’, não é da boca pra fora, requer pensar e repensar, se desarmar para sentir sem culpas esses sonhos loucos, engraçados e até mesmo pecaminosos com outra pessoa, mesmo que ela não saiba, mesmo que você não diga diretamente (mas sabe está nas entre linhas, é só olhar melhor).

Essa possessividade, provém de um amor reprimido, um amor mal resolvido, um amorzinho, ou simplesmente um amor! Aquele frio na barriga que vem sei lá de onde, e fica toda vez que se lembra daquela pessoa.

Ter ciúmes doentios de outras pessoas que se aproximem? Vale. Imaginar ser apresentada para a família dele? Vale. Os amassos escondidos? Mas ô se vale! Consultar os astros? Sim, sim, sim! Casamento?Hum, pode vai. Banho de chuva, beijos desentupidores de pia, arrepios, sussuros, suspiros e mordidas? Sem dúvidas! Fantasias, carinho, cafuné? Yes.

Agora, isso acontece quando internamente eu digo ‘você é meu’, mas isso é bem melhor na realidade, e se esse ‘você’ quiser  ter tudo isso também, é só dizer ‘você é minha’.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Nada pela metade

‘Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão.(...)'
Clarice Lispector

Não sei de onde me vem essa minha mania de colocar tanta intensidade, de quase morrer em um segundo e transbordar gargalhadas no instante posterior. Não é falsidade, é essa minha teimosia em sentir demais, de me apaixonar por tudo ou odiar o mundo de uma forma tão arrebatodara e por vezes repentina que me assusta.

Por vezes contenho-me aos olhos alheios, mas só dentro de mim sei o turbilhão de sentimentos que se forma por cada momento, cada gesto, cada palavra, cada sensação que me ocorre!
Não beijo por beijar, não danço por dançar, não rio pra agradar. Gosto que as coisas valham a pena, pois sei que vou lembrar de tudo, remoer cada sensação que me foi despertada.

Se quero alguém quero inteiro, não gosto de metade, sinto a necessidade de me doar por inteira também, quero corpo e quero coração!
Se sinto saudades, pode ter certeza que não é uma saudadezinha, e sim daquelas que te enchem o dia, te fazendo abrir e fechar portas, andar por aí lembrando de alguém!

E se eu finjo? Faço muito bem também! Faço acreditar que não gosto, tanto quanto gosto loucamente por dentro!
Se sou criança, pode ter certeza que vem da alma, mas nem por isso deixo meus instintos, se faço joguinhos daqueles nada infantis, acredite é porque senti, porque quis!

Posso ser inconstante, mas bem mais que isso: Sou intensa!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Eu deixo tudo ao seu critério, ser insitente já não me convém

Com tanta gente por aí, oferecendo braços, mãos, bocas, beijos, surruços e abraços, e eu ainda insistindo em você... Por quê? Pra que?  Qualquer dia eu canso e  deixo meu coração por aí, vou abraçar outros corpos, experimentar outros gostos, te deixar no tempo!


Não é o que eu quero, mas as vezes penso que é o que eu preciso. Tantos pelos quais sonhei, estendendo  as mãos agora pra me levar pra longe de você.  Se tornaram só rostos pra mim, imagens esfumaçadas pro meu coração, e só você vivendo interinho e nitidamente dele... Mas não ache impossível essa fumaça me entorpecer e me deixar meio louca pra viver por aí!


Não consigo viver pela metade! Não me contento com metade de você, metade do seu coração, aquela do desejo por corpos juntos e risadinhas, e fim... Quero teu corpo e tua alma em mim, se não for assim que não tenha nada então!
Vou viver de vento!

Eu tento de mansinho, e só você não vê. É por que é cego? Ou é por que realmente não quer ver?
Queria que tivesse o mesmo efeito que antes, que suas palavras me fizessem estremecer, que ao menos eu soubesse quem é você!

Parece tão superficial, é pele com pele então e nada mais, se for pra isso deixa eu pegar meu rumo, torto? Pode ser, mas meu coração não vai sofrer quando acordar e ir embora daquela cama pra não mais voltar!

Dá brecha pra eu entrar  no seu coração? Não precisa dizer idiotices românticas, deixa mostrar que isso dá pra sentir, quando a gente dormir de conchinha, ou apenas nos olharmos.
Abre a porta vai? Não consigo chamar mais aqui de fora, a voz está rouca já... Mas se não quiser, se não puder, avisa? Coloca essa placa de ‘vendido’ logo, que eu vou embora de vez!

Têm portas abertas por aí que me permitem entrar, fumaças prontas para me carregar! É que eu acho que estou ficando cansada de esperar...

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Que seja bonito então!

Me permiti me iludir só mais um pouquinho, sonhar com você todas as noites e acordar com uma risadinha meio de canto de boca e sem nenhum tipo de arrependimento afundar minha cabeça no travesseiro pra tentar retomá-lo, sorrir escutando as músicas que me fazem lembrar de você, dançar pela casa descalça e cantarolar baladinhas românticas, sentir saudades sem culpa, imaginar nosso (re)encontro, e todas aquelas coisas bobinhas e tão atormentadoras quando se quer alguém assim!

Não sei muito bem lidar com isso, é diferente de tudo, sempre gostei de ter as coisas no meu controle, e fugiu dessa vez! Mas se é amor, como dizem por aí, que seja bonito então! Mesmo que só viva em mim, vou cultivá-lo para que cresça e me alimente os dias com aquele friozinho na barriga, e quando for a hora, e quando eu tiver coragem te mostrar  que eu guardei pra você, só pra você!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Para os amores mal resolvidos...Tempo.



"Mesmo que as palavras sejam esquecidas, 
que a presença não seja constante e que os caminhos
sejam diferentes."

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Vamos parar de ridicularizar o amor.

Admiro pessoas que realmente amam alguém, meus avos fazem parte dessa minoria de pessoas que ainda são dignas de provar que o amor existe, resistiu ao tempo, as crises, a dor de algumas perdas, e vigora a 58 anos.
Mas hoje em dia, amor é clichê, todo mundo ama todo mundo, todo mundo para de amar de uma hora pra outra, conhece a pessoa há 5 minutos e já ama, sai com ela duas ou três vezes, não ama mais foi à maior decepção.
Amor de verdade está instinto, é ganhar na loteria, amor de verdade é aquele que dura anos dentro do peito e detalhe, você não vê o “seu amor” há muitos anos e nada muda, vêm e vai você tem noticias, mas a realidade não muda, vocês não estão juntos... Amor é agonia.
“Na moral” eu detesto namoradinhos adolescentes,  amor pra lá, amor isso, eu te amo mais que tudo, você é minha vida, descobri ao seu lado mil motivos para sorrir. Aí que lindo!
Uma semana de namoro, tem aliança de compromisso, juras de amor, três meses depois acabou, porque ele não te pagou um xurus.
Bonito o amor...
Tem gente também que namora há quatro anos, morre quando brigam, mas enquanto ela se desidrata de tanto chorar, ele esta na balada com os amigos beijando seis meninas numa noite.
Fiel o amor dessa gente!
Me da raiva mesmo é de gente que realmente gosta, pode dizer até que ama, mas não sabe amar, se esquiva, não se firma com ninguém nem com ele mesmo, é o machão, Don Juan, que conquista quem quiser, e é um tremendo tonto, porque não assume que apenas uma mulher o conquistou.
Machão né? Homem pra mim é o que conquista a mesma mulher todos os dias.
Ridicularizo com vigor gente que é modinha, que não sabe amar e como diria cazuza “fica esperando alguém que caiba nos seus sonhos”, gente que não reconhece a oportunidade, gente que não sabe dar valor antes de perder, gente que diz “eu te amo” como quem diz bom dia.
 Sou um fracasso como romântica, mas já descobri meu amor ágape, não digo mais amar como forma de união, mas como grande amizade, eu ainda amo apesar de...
Post independente C. Osin

domingo, 21 de novembro de 2010

É só porque sou curiosa...

É só porque sou curiosa...
Que queria saber com quem você anda ultimamente
O que faz nos seus dias livres
Se ainda corta o cabelo do mesmo jeito
Em quem você pensa antes de dormir
Se aquela música ainda te faz lembrar...
Se você se deita com alguém
Se passeia por aí... bem, melhor não, prefiro não saber isso!
Mas se ainda deixa a louça na pia sem lavar
Será que aprendeu a fazer café?
Se ainda abraça daquele jeito que não dá vontade de soltar...
Curti as mesmas bandas?
Gosta da cidade?
Está se alimentando direito? Ainda me preocupo sabe... só um poquinho ok?
Ainda costuma dormir tarde mesmo tendo que acordar cedo?
Não vá pensar outra coisa! É só curiosidade sabe...
Só não pesça para que eu jure isso tá?!
E só mais uma curiosidade pequenininha....
Você sente saudades?

sábado, 20 de novembro de 2010

Todas elas...

Mulheres querem te dirigir
Mulheres sabem decidir
Mulheres querem ter muito mais
Mulheres são a mãe de todos nós
Mulheres são legais

Mulheres podem te provacar
Mulheres sabem ser fatais
Mulheres roubam teu coração
Mulheres vão da brisa a temporais
Mulheres são demais

Doce adolescência da inocência sem pudor
Querem o mundo, não sabem esperar
Têm a pressa de saber o que é o amor
Alguém, uma vida



Todas elas são tão iguais
Todas têm seus desejos

Mulheres pregam a comunhão
Mulheres querem se separar
Mulheres lindas na gravidez
Mulheres que só pensam em gastar
Sensacionais

Pelos trinta anos elas sabem onde pisar
Suas cabeças já estão no lugar
Dão um jeito de fazer acontecer
E têm esperança

Depois que os anos passam
Marcas na face mostram alegrias e tristezas
Não tem volta, só lembranças.

Vale a pena ontem, hoje e amanhã
Enfim, são mulheres.

(Roupa Nova -Todas elas)

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Ps.: Saudade!

"Talvez a saudade seja uma das mais belas formas de afinidade, sem ela não teríamos a alegria do abraço de alguém que mesmo distante nos faz bem..." (Autor: sms de um número desconhecido)
Há um mês atrás meu celular, tocou, era um mensagem, achei que era da minha operadora com um "recarregue, não fique sem falar!"... Mas não, era um número desconhecido, com essa frase sobre saudades... Foi incrível, como me acertou em cheio! Passei o dia lendo e relendo, pegava o celular a todo instante, pensei em ligar e perguntar "quem é você que leu minha mente e meu coração?"... Tenho quase certeza de que foi um engano, meu número é tão decoravel e facil, que qualquer um poderia ter se confundido. Ao mesmo tempo também tenho minhas apostas, mas prefiro deixar esse mistério, como de alguém que joga uma garrafa com uma mensagem em alto mar e ela pára nas mãos de alguém que precisava daqueles dizeres de uma forma um tanto surreal.
Mas como vivemos em tempos modernos, fico com a sms!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

"Saudades de algo que já foi" como você disse..


“Saudade é amar um passado que ainda não passou...
É recusar um presente que nos machuca...
É não ver o futuro que nos convida... “
Pablo Neruda

Assim tenho levado comigo sentimentos que nego todos os dias, um pouco por defesa, um pouco por cansaço.
Lutar diariamente contra os sentimentos é tarefa árdua, uma briga que nunca tem fim, até porque são mais fortes que nós na maioria das vezes e muitas vezes por teimosia.
Há meses para não dizer anos, tenho evitado contatos e até pensamentos, por algumas vezes cai na fraqueza e com um golpe de esperança mudei a estratégia para conseguir o que queria, voei alto e sonhando... Me estabaquei no chão, como uma criança ao dar os primeiros passos para a vida. Depois de um tempo é rindo que encontro o meu maior consolo, meu colo de mãe, minha fuga.
Por vezes me esqueço de tudo, vou pro mundo, sem sentimentalismo, nem dor.
Por vezes me lembro pra tentar esquecer, entro em retrocesso, me esquivo, corro sem rumo, tento respirar fundo, mas o ar não chega a encher os pulmões, soluço, e mesmo assim não dou o gostinho de chorar e mostrar o lado sensível feminino, que foi sempre forte e que me enche de orgulho, por não se deixar abater por praticamente nada.
Mas é quando já nem me lembro mais de esquecer, quando sinto que está passando, vem com o vento a minha procura, sabe a hora e como me encontrar, com elogios e palavras de apoio, presentes que são dispensáveis para mim, parece até um jogo onde eu por vezes tenho que ser dissimulada, fingir estar tudo bem e que somos amigos de infância após um tempo sem se ver e você uma pessoa de mil personalidades que a cada momento age de um jeito para ser lembrado... INSOLENTE!
Porque não some de vez e me deixa cair no esquecimento?
Os dias têm passado rápido e para mim nada acontece, o que sinto continua na mesma intensidade, seria precipitado dizer que continua com o mesmo encanto, mas a forma mais sincera de gostar de alguém, a única que conheci continua a mesma e é isso que me fecha o peito para novas tentativas, novas historias, eu queria esquecer, mas não passa, não passa...
Ver o futuro que me convida é o que espero, pois tanta coisa já aconteceu, tantas idas e vindas que encantam muitas meninas sedentas de romantismo, com essa confusão digna de historias de Shakespeare, sem saber o final, quero entender os meios.

Ver o futuro que nos convida...

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Eu gosto é de dar risada com você(s)...

Entre todos meus acertos e vitórias, aqueles dos quais me orgulho são os que têm  duas pernas para  me acompanhar em corridas para pegar o metrô antes que ele feche, fugir da chuva, não chegar atrasada na aula ou mesmo cabular aula; dois braços pra me abraçar e estendê-los para me levantar quando caio (e o contrário também ocorre!); ouvidos para escutar minhas reclamações, por vezes conselhos, e minhas inutildades filosóficas ou não; ombros para eu chorar ou apenas me encostar quando estou com sono; voz para me dar broncas, conselhos, contar seus problemas, alegrias e asneiras; boca para me dar um beijo na face e sorrir!

São pouca essas minhas apreciadas conquistas, são jóias raras nesse mundo tão cheio de bijouterias. Reluzem aos meus olhos, posso contar nos dedos, mas nã sou humilde gosto de andar com elas por aí, fazer invejinha pra quem não as tem! Me deixam felizes, por simplesmente serem quem e o que são: MEUS AMIGOS!

Me suportam, me entendem, e eu o mesmo faço por eles, e nessas tantas trocas, a melhor de todas é o simples fato de compartilharmos risos que vem do nada, confessando peripécias ou por qualquer coisa inútil que se e passe...

Quero vocês sempre assim perto de mim, nem que seja em pensamento! Porque eu gosto de dar risada com vocês!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Só me deixa imaginar...


Sempre achei patética essa história de ‘casamento’, juras de amor eterno e afins!


Mas confesso de que uns tempos pra cá me vejo tão idiota e por vezes tão sentimental, fantasiando... Que nem me é mais tão absurda assim essa história de juntar as escovas de dente! Acho até engraçada, e divertida!

Calma, não é que eu queira ser dona de casa, mãe de um time de futebol, e mais uma companhia de balé inteira! Nem que queira isso tão já, agora, assim de supetão. Só fico imaginando como seria levantar cedo sempre ao seu lado - ou  quase ao seu lado, nossa briguinha da noite passada sobre quem deveria ter lavado a louça me fez deixar você e seu samba canção de bichinho dormirem no sofá  -, e poder te acordar com um ‘bom dia’, ou um ‘me deixa dormir vai...’; ou as vezes, nem dizer nada, o silêncio mais um beijinho  e uma mordidinha e fim, nossos dias já começariam bem!

Nosso apartamento tão aconchegante, meio desorganizado eu sei, com certeza a empregada cobraria o dobro do salário, mas tão nosso, onde por muitas vezes ficávamos o feriado prolongado inteiro!
Mesmo tendo a nossa casa na praia, com uma mini-ramp e umas plantinhas pra cuidar. É que tantas vezes seu emprego, seus milhares de planos por fora, sua banda e minha insistência por acreditar que aquela faculdade que depois de tantas que cursei, eu finalmente consegui terminar ainda não era o que eu queria, e estava tentando fazer outra (ser física nuclear naquele momento era meu sonho), nos deixavam tão carentes de nós, de casa e daquele silêncio que incrivelmente pairava pela maior metrópole do país, que preferíamos ficar ali mesmo!

Aproveitando cada metro quadrado de chão, tapete, piso e parede que ainda não haviam sido estreados... Assistindo zilhões de filmes, ou apenas escutando enquanto terminávamos de amaciar o sofá!
Organizando nossas bagunças, até encontrarmos o álbum de fotos do nosso casamento, ou melhor, dizendo aquelas férias com luau na praia que se transformou na nossa ‘cerimônia de união’, aquele seu amigo tocando a música da nossa banda preferida enquanto aquela minha amiga, meio bêbada eu sei, fazia a vez de padre e apesar do estado meio fora de si disse coisas lindas.
 
  
Tudo bem que depois que voltamos da viagem tivemos que organizar as pressas um novo casamento, dentro das leis e da religião porque sabe como é família né? Poderíamos ser considerados um casal ‘fofo’ para eles, mas sempre que contrariávamos eles com nossas aventurinhas e doidices, aquietávamos e cedíamos! 

Mas aquela pompa toda do nosso casamento na igreja com direito á pares de padrinhos e madrinhas que cobriam de ponta a ponta o altar, não tinham tanto valor como aquela praia com nossos amigos, onde no meio de beijos, risadas, bebedeiras e cantorias, nossos olhos brilharam junto com aquelas estrelas e vimos que nos queríamos pra vida inteira, desde manhã até adormecer, e poder ao acordar ver que o sonho era real!

Ficar imaginando nossas brigas insensatas... Só para depois poder pensar na reconciliação!

Quando eu arrumaria minhas malas e diria que voltaria para casa da minha mãe no interior, porque havíamos nos estranhado depois daquele show, onde o guitarrista da banda me reconheceu depois de mil anos luz, e você enciumado encheu a cara e começou a ser arrogante. Fui para a rodoviária, já que havia batido meu carro na semana passada tentando manobrar no estacionamento do shopping depois de ter comprado aquela cafeteira modernérrima pra te dar de presente de ‘dia qualquer’, e você foi atrás de mim, me jogou dentro do seu carro de um jeito que me fez chorar. Chegamos em casa e meus soluços se misturavam com o barulho de nossos beijos, e tudo estava bem novamente.

Aquelas manhãs onde só havia café preto, que era a única coisa que definitivamente nunca faltava na dispensa, porque acho que ainda acreditávamos que ‘amor enchia barriga’!

As noites em que nosso super jantar tinha  em no cardápio lasanha congelada, suco de caixinha e de sobremesa... Ops, sempre nos esquecíamos disso e saíamos para comprar algo na padaria da rua de trás, que sempre era emendada com uma passadinha no cinema!

Ou aqueles dias de calor absurdo em que brigávamos pelo única ventilador da casa, já que você não tinha me deixado chamar o técnico para consertar o ar-condicionado, porque jurava que o arrumaria na hora de almoço do dia seguinte. Dia seguinte esse já demorava semanas para chegar...

E aquele dia em que passei mal pela manhã só com o cheiro do seu perfume, estranhamente porque era uma das coisas que eu mais gostava em você! E isso se repetiu por vezes, até você me arrastar para o hospital. 
Onde o resultado do exame apontou uma coisa assustadora que a nossa surpresa dava na cara: “como assim?! Agora somos três?”

Bom,  acho que essa coisa de casamento até é engraçada de se imaginar, mas essa coisa de alguém te chamando de papai e mamãe, é medonha, então paro por aqui, minha imaginação não consegue transpassar essa barreira entre o nós dois e nós três, ou quatro...(risos)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Faça da sua vida algo melhor do que já viu e ouviu.

Às vezes tento entender como algumas pessoas conseguem nos roubar de nós mesmos, sem que ao menos sejamos capazes de perceber. E são sempre pessoas que parecem cair do céu, chegam invadindo, fazendo um barulho que só você é capaz de escutar, são especiais e rapidamente conseguem te tirar do controle.
O difícil é deixar os pés no chão e não criar expectativas futuras quanto já esta exausta de ficar assistindo “PS: EU TE AMO!” de madrugada imaginando quando vai encontrar a pessoa que vai fazer você vencer o medo e se entregar a uma historia de amor louca, avassaladora, sim daqueles que te vira de ponta cabeça e te joga pro ar!
Mas ai eu pergunto a mim e a você... Por que não deixar acontecer? Para que fugir se a vida é feita de riscos?
Que você seja meu maior risco e eu seja o mesmo pra você, e que assim sejam alcançados todos os nossos desejos.
E eu desejo a você, belos momentos, muitos beijos apaixonados, abraços apertados, sorrisos sinceros e historias pra contar. Desejo-te também coragem de tentar de novo, de arriscar de novo e de não me deixar passar. Que a sua vida seja bonita, cheia de amigos e zoeiras e que naquele cantinho que você sempre deixa a maior bagunça, fique de lembrança uma bela foto na moldura mais bonita que encontrar, e que ao fechar os olhos, mesmo muito cansado, tenha o sono dos justos e motivos para sonhar.
Que assim a vida vá seguindo, nós dois sempre sorrindo, e tenha certeza que nada é por acaso, há algo maior que estimula tudo a acontecer, se deixe levar e seja sincero, não perca tempo e não faça ninguém perder o seu tempo, desça do muro, faça suas vontades, diga o que tem pra dizer e ao errar, aprenda, faça de novo e faça bonito!
Sorria e faça alguém sorrir.
Fica também o meu muito obrigado por existir e entre dizer tudo e não dizer nada, me dar animo e inspiração para escrever o que muitos sentem e poucos expressam.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Aquelas coisas...

É engraçada, aquela sensação estranha de seguir em frente, de ver que eu tenho a minha vida e que têm pessoas que não fazem parte dela realmente, que mesmo que as tente colocar, elas não ficam...
Aquela vontade de chorar, mas que as lágrimas não caem como até pouco tempo elas se desprendiam de mim com uma constância de um simples piscar de olhos...
Aquela sensação de que há alguém ocupando um lugar que tanto pensei que era guardado pra mim, mas que esse alguém se tornou imperador, e que ao mesmo tempo sinto que há indícios de que o castelo pode rachar e a atual chefia perder para uma “sonhadora revolucionária” desacreditada pelo tempo...
Aquela percepção de que o tempo fez com que o autor desistisse de terminar de escrever a história antes do final feliz, e ao mesmo tempo pensar que sonhadores desiludem-se, mas por muito se tornam fênix, e ressurgem com as antigas ambições...
Pensar com certa nostalgia, um respiração suspirante e um certo nó na garganta, de que tudo está se desfazendo, me livrando de um fardo, que cheguei ao final de um caminho pelo qual havia de levar uma carga, e por fim o terminei, mas que posso voltar com um simples olhar do dono daquele castelo, que me mandou embora, pois eu não fazia parte daquela vida e não fui inspiração para que ele continuasse aquela história...

(texto de 2008, "eu acredito que mudo, me transformo por fora e permaneço igual em sentimentos...")

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

8 ou 80

"É engraçado voltar para casa.
Tudo têm a mesma cara, o mesmo cheiro. Nada muda.
Nos damos conta de que quem mudou, fomos nós."
O curioso caso de Benjamim Button

Como é difícil tomar uma decisão que muda completamente sua vida, você pensa e pensa, fica tão exausta que chora baixinho, nem pra você, nem Deus ouvir.
Sair da ‘zona de conforto’ é algo que requer impulso, ousadia, ir pro mundo e seja o que Deus quiser, é uma mudança radical. Assim entre pensamentos radicais tem sido minhas ultimas semanas... Longas semanas!
Fazer as malas, fechar a porta e sair apenas com um papel em mãos que te autoriza a mudar sua historia, no meu caso eu mudo a rota, mas meu ponto de desembarque é o mesmo, talvez eu apenas navegue mais devagar, já que são águas calmas.
Mas ainda assim me apavoro com mudanças que eu desconheça o futuro em médio prazo, sou assim sistemática, tenho que saber tudo antes mesmo de acontecer, é minha medida de segurança, conhecer o método a ser usado.
O que me conforta de certa forma é lembrar-me de um dizer do meu avô querido - “até um chute na bunda te joga pra frente, não tenha medo de errar, é errando que se aprende.”
Então hora de aprender, voltar  de cabeça erguida tendo consigo a certeza de que é o melhor caminho.