terça-feira, 16 de novembro de 2010

"Saudades de algo que já foi" como você disse..


“Saudade é amar um passado que ainda não passou...
É recusar um presente que nos machuca...
É não ver o futuro que nos convida... “
Pablo Neruda

Assim tenho levado comigo sentimentos que nego todos os dias, um pouco por defesa, um pouco por cansaço.
Lutar diariamente contra os sentimentos é tarefa árdua, uma briga que nunca tem fim, até porque são mais fortes que nós na maioria das vezes e muitas vezes por teimosia.
Há meses para não dizer anos, tenho evitado contatos e até pensamentos, por algumas vezes cai na fraqueza e com um golpe de esperança mudei a estratégia para conseguir o que queria, voei alto e sonhando... Me estabaquei no chão, como uma criança ao dar os primeiros passos para a vida. Depois de um tempo é rindo que encontro o meu maior consolo, meu colo de mãe, minha fuga.
Por vezes me esqueço de tudo, vou pro mundo, sem sentimentalismo, nem dor.
Por vezes me lembro pra tentar esquecer, entro em retrocesso, me esquivo, corro sem rumo, tento respirar fundo, mas o ar não chega a encher os pulmões, soluço, e mesmo assim não dou o gostinho de chorar e mostrar o lado sensível feminino, que foi sempre forte e que me enche de orgulho, por não se deixar abater por praticamente nada.
Mas é quando já nem me lembro mais de esquecer, quando sinto que está passando, vem com o vento a minha procura, sabe a hora e como me encontrar, com elogios e palavras de apoio, presentes que são dispensáveis para mim, parece até um jogo onde eu por vezes tenho que ser dissimulada, fingir estar tudo bem e que somos amigos de infância após um tempo sem se ver e você uma pessoa de mil personalidades que a cada momento age de um jeito para ser lembrado... INSOLENTE!
Porque não some de vez e me deixa cair no esquecimento?
Os dias têm passado rápido e para mim nada acontece, o que sinto continua na mesma intensidade, seria precipitado dizer que continua com o mesmo encanto, mas a forma mais sincera de gostar de alguém, a única que conheci continua a mesma e é isso que me fecha o peito para novas tentativas, novas historias, eu queria esquecer, mas não passa, não passa...
Ver o futuro que me convida é o que espero, pois tanta coisa já aconteceu, tantas idas e vindas que encantam muitas meninas sedentas de romantismo, com essa confusão digna de historias de Shakespeare, sem saber o final, quero entender os meios.

Ver o futuro que nos convida...

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