É engraçada, aquela sensação estranha de seguir em frente, de ver que eu tenho a minha vida e que têm pessoas que não fazem parte dela realmente, que mesmo que as tente colocar, elas não ficam... Aquela vontade de chorar, mas que as lágrimas não caem como até pouco tempo elas se desprendiam de mim com uma constância de um simples piscar de olhos...
Aquela sensação de que há alguém ocupando um lugar que tanto pensei que era guardado pra mim, mas que esse alguém se tornou imperador, e que ao mesmo tempo sinto que há indícios de que o castelo pode rachar e a atual chefia perder para uma “sonhadora revolucionária” desacreditada pelo tempo...
Aquela percepção de que o tempo fez com que o autor desistisse de terminar de escrever a história antes do final feliz, e ao mesmo tempo pensar que sonhadores desiludem-se, mas por muito se tornam fênix, e ressurgem com as antigas ambições...
Pensar com certa nostalgia, um respiração suspirante e um certo nó na garganta, de que tudo está se desfazendo, me livrando de um fardo, que cheguei ao final de um caminho pelo qual havia de levar uma carga, e por fim o terminei, mas que posso voltar com um simples olhar do dono daquele castelo, que me mandou embora, pois eu não fazia parte daquela vida e não fui inspiração para que ele continuasse aquela história...
(texto de 2008, "eu acredito que mudo, me transformo por fora e permaneço igual em sentimentos...")
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