segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Ao pequeno verso de Florbela Espanca, começo hoje essa breve postagem.


 

“Sou talvez a visão que alguém sonhou
Alguém que veio ao mundo prá me ver
E que nunca na vida me encontrou.”


Eu corri, corri, corri, corri, pensei ter encontrado transando as pernas num balé desajeitado me dei com as faces no chão. Daí em diante me resguardei, dias e mais dias, trancada dentro de mim mesma esperando apenas em minha companhia, o que havia perdido dentro de mim. –VAZIO-
Desisti, fiquei amortecida, que a vida passe e quem me atrapalhar que vá para os diabos!
Foi assim que passei um tempo perdido, querendo nunca mais querer, mas quando finalmente consegui meu equilíbrio, o impossível aconteceu e bagunçou tudo, mexeu com a minha cabeça, com meu instinto, fez aquelas benditas borboletas fazerem cócegas no meu estomago...
Sujeitinho insolente, quem é você pra virar a minha cabeça? Pra me fazer abaixar a guarda? Quem é você pra me arrancar sorrisos sem mais nem menos?
Reconheço é verdade, só você me desperta a paz, as palavras carinhosas há tempos esquecida, a doçura de ser menina, o desejo de ser melhor e a certeza de ser feliz.
 

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